Olá pessoas, o blog estava um pouco desativado por motivos de tempo, apesar de sermos 4 não conseguimos manter o blog tão ativo como queríamos ): Mas a partir de agora tentarei postar pelo menos 1 vez por semana. 
Então, devido ao Rock in Rio e do vício pela voz incrível da Florence, vai a dica de uma música dela, uma das minhas favoritas *-* 


Florence + The Machine - Spectrum

Say my name
And every colour illuminates
We are shining
And we will never be afraid again



Nessa luta de procurar a pessoa que eu sou, a forma que molda meu ser, eu acabo perdendo um pouco do que está à minha frente. Eu me cego para uma realidade que não existe e não vivo o presente que eu tenho no agora.
Nunca me achei a pessoa mais por dentro da minha idade. Nunca senti que me encaixo na realidade que vivo. E que não me moldo ao tipo de amizade que as pessoas que eu conheço tem. E com isso eu perco tudo à minha volta. Deixe-me dar um exemplo.
Um caso fictício que tem um quê muito real: menina conhece menino. Ela é muito legal com ele pois partiu da premissa que faria mais um amigo do sexo masculino (o tipo de amizade que ela adora). Ele é muito legal com ela, pois vê nela, talvez, um futuro romance engatado. Ela conversa e desconversa. Ele é curioso e quer logo saber tudo da vida dela. Ela, um tanto fechada. Ele tão, mas tão sensível. Ela cada vez mais acuada com a situação. Ele já declarando sentimentos. Ela não. Ele sim. Ela longe. Ele perto. Ela sonha alto. Ele permanece baixo. Ela cai em si que são água e óleo e já quer afastá-lo de sua vida. 
E ao mesmo tempo ela eu penso: não estaria eu fugindo mais uma vez? Será que se ela fosse quem dissesse o sim, não poderia ter uma surpresa? Porque às vezes ter o que sempre sonhou parece tão improvável e impossível, e você fica ligada nisso, que perde tudo o que está à sua frente. E por não arriscar o novo, pode se arrepender. Então, o que fazer?



Eu posso parecer um tanto idiota ou criança ao dizer que esse combo música + clipe me causa um grande alvoroço. Olhando para o lado mais profundo - ou para uma interpretação paralela do meu cérebro - é impossível não perceber a maldade envolvida em toda a história. Causa uma revolta em ver que a maldade (qualquer tipo dela: da mais remota a uma mais grave) é alimentada por alguns. Ver que há pessoas que semeiam esse sentimento do jeito mais perverso dentro de si. E eu tento entender o porquê. Qual a graça em ver o outro mal? Parece que há um prazer gigantesco por trás destas pessoas. E por que não sentir prazer com coisas belas e boas? Ok, por mais alienada ou pseudo-moralista ou criança ou sonhadora eu pareça ser, ainda não acho que deva haver motivo que explique isso. E desde que o mundo é mundo, existe isso. Crianças já aprendem em histórias de contos de fada ou HQs que há o bem e o mal. E mesmo que torçamos para o bem, o mal faz um grande estrago antes. Então como mudar isso tudo? Há uma maneira das pessoas terem um pouco mais de amor em si para mudar o mundo positivamente? Porque não só em estória, mas também na História do mundo, há muita raiva, rancor e ódio que impulsionaram os outros a fazerem guerra por exemplo.
Então, qualquer forma de amor, da mais pequena que houver dentro de nós, acho melhor começarmos a cultivar. Já é algo.
Agora deixa eu parar de escrever esse texto que sinto que está se tornando uma grande merda. O que eu faço? Eu poderia me matar por isso. NÃO, vou chegar em mim e dizer: na próxima você melhora *abraço*. Tá vendo? AMOR. #loucurafeeling.

Agora, olha o amor da Hayley:


Adrianamor <3 
Brega eu sei.



 Num momento qualquer, num dia que parecia ser apenas mais um, surgia algo tão envolvente. Não que fosse de algum positivismo. Mais um minuto depois e estava imersa numa tristeza que não se pode medir. Mas de todas as anteriores parecia a maior e a pior. Daquelas que só de ver alguém feliz por perto, já lhe vem uma certa raiva, e um quê também de egoísmo. E mais, culpa, por saber que o mundo não gira em torno do eu, mas fingir que sim, e achar que os demais deviam compadecer de sua dor. Aliás, nessa hora você acha muitos erros e culpas, e em suma, você os concede aos outros. Quando na verdade são todos apenas de sua autoria. 
 Vem tudo como um golpe. Que só faz derrubar sem te dar a chance de trégua. Mas ao mesmo tempo parece tão convidativo, que você nem se esforça para evitar. Apenas se entrega. E permanecem isolados, você e a Tristeza. 
 Mas por já ser um certo 'expert' nesse assunto, a única coisa que vem à cabeça é que de algum jeito ou de outro, tudo isso vai passar. Talvez num quarto escuro, na calada, após o último sussurro de choro. E de última lágrima. Como se esta última fosse a gota que faltava para esvaziar um coração cheio de sentimentos bons e ruins, que só se somam. É a última gota que diz: "Seque os olhos e ande. Siga em frente. É normal ter dias ruins. Mas não tente se entregar nos próximos."
 E quando a Alegria invade, você se sente a pessoa mais realizada do mundo. Mais grata por ter vivido em dias difíceis para ser abençoada com alguns minutos com risada. E pensa que talvez um dia ruim nem seja tão ruim assim. Que você passaria por tantos outros para viver um com alegria. Pois como eu disse, eles são convidativos e eu não gosto de recusar convites. 


Adriana.



- Mas, sério, está tudo bem?
- Sim, apenas algumas frustrações.
(Com tudo e com nada. De levar uma vida pacata e quando tenta mudar uma vírgula de nada adianta. De querer falar e nunca achar alguém se convidando a ouvir. De estar entre tanta gente e parecer que está sozinha entre a multidão. De ter tantos futuros amores fracassados. De ter pressa para que tudo aconteça na hora que quer e perceber que o tempo é um brincalhão, e que ele pode ser bem demorado quando deseja. De estar tão longe de  certas pessoas enquanto só tem por perto quem não quer. De perceber que você é tão pequena para um mundo tão grande. De ter a mente grande e atitudes pequenas. De calar quando quer gritar, mas se sentir travada...)
- Se eu te conheço bem, diria que está passando muita coisa em sua cabeça.
- Que nada.
(Você nem imagina o quanto. Pelo menos acho que você me conhece um pouco...)



Faltam exatamente seis dias para o grande marco. E como marco quero dizer o meu aniversário de 18 anos. Não que marque a vida de alguém, mas sim a minha, obviamente.
Não sei se olho isso pelo lado positivo ou pelo negativo. O positivo seria, talvez, que agora posso fazer as coisas com uma certa independência -questionável e limitada- mas uma independência que não tive em dezessete anos. Mesmo sabendo que a liberdade a que tanto almejo não virá tão cedo.
Todavia, o lado negativo e talvez o mais convidativo é que eu fico imaginando no passado, tempo de tantas promessas feitas e vejo que no exato presente nenhuma foi deveras realizada. Ok, nenhuma não, mas as mais significativas não ocorreram. O que me deixa descrente quanto ao próximo sábado.
Descrente por saber que como pessoa que sou, farei uma grande lista de coisas, que acredito eu serem possíveis de ser realizadas, mas darei de cara com a decepção. 
Todavia, prometi a mim mesma ser mais positiva e otimista quanto a vida que levo, portanto, como bem sei, farei os meu pré-desejos. Porém, algo possível para não ser destinado ao fracasso.
Que acendam-se a velas! 
Eu quero parar de me preocupar tanto com a opinião alheia. Não há coisa que me deixa mais irritada! Não o fato da pessoa dar alguma opinião equivocada e idiota, mas o fato de eu ligar. O fato de que isso me priva cada vez mais de me abrir e ser quem sou por causa dos outros. E pior, às vezes pensar o que o outro pode pensar antes mesmo de ele pensar, e isso me faz calar.
Ler mais. 
Parar de reclamar tanto.
Parar de tentar agradar a alguém quando isso desagrada a mim.
Fazer mais amigos em viagens para torná-las inesquecíveis. E lembrar de levar sempre a Duds junto para serem ainda melhor.
Preciso confiar mais em mim. Talvez esse seja o maior desafio daqui pra frente afinal.
Ver mais filmes.
Ser mais saudável.
Ir a um show.
Tirar mais fotos. Registrar mais momentos.
E... ser menos tímida. Tudo que foi evitado em 17 anos ser feito para não chamar atenção, fazer. Não para ser uma tola que ama holofotes, mas para me ajudar a destruir a cada dia a coisa que me aprisiona ao chão. Acabar com o que esteve presente comigo, crescendo e envelhecendo junto.
Então, meu décimo oitavo ano de vida, espero que você venha manso, calmo, sereno. Não tão agitado para não me estremecer. Às vezes pode até ter um toque de surpresa para me alertar sobre algo. Mas só não seja tão desapontador ao nível de eu achar que não merecia nem existir para viver tamanha dor. Que eu não lamente tanto como ultimamente. E que acima de tudo, seja um ano de belas gargalhadas, daquelas com choros e dores na barriga. As mais deliciosas possíveis. Para que no fim, tenha um gosto de quero mais e de valeu a pena.

Que apaguem-se as velas!
Adriana.



Vai a proposta final. Vamos, meu querido, talvez fugir, talvez ficar, não importa muito a circunstância. É só sairmos talvez um dia, alguma hora. Rir de nós, de nossa complicada vida. Culpar a nós mesmos, já que somos os culpados por nossos atos. Vamos à casa de nosso melhor amigo. Aquele tão feliz que nos ensinou a gostar um do outro. Vamos festejar o nada, pra que data especial? Estamos vivos afinal. Vamos correr, você sabe que a gente adora correr. Pode pegar uma bicicleta também, se você se cansar da simplicidade dos passos. Vamos pedalar. Vamos tentar colorir nossos dias. Cada dia acrescentamos uma cor diferente. Cores que nem o espectro conhece. Vamos inventar. Inventar um novo futuro, uma nova vida. Vamos mudar, a gente sempre quis mudar. Estou fazendo a proposta, basta aceitar. Nada de respostas longas ou com muitas explicações. Não pense tão lógica e racionalmente. Bote o coração pra bater mais forte. Sem querer influenciar em nada, mas eu seria muito feliz por tê-lo ao meu lado. Acho que todos já sabem disso. Está tão óbvio, por mais que as tentativas de esconder ocorram tão regularmente. E para acrescentar, que tal um bolo de chocolate, daquele seu preferido? Ensine me a fazê-lo, assim terei sempre uma desculpa para te chamar. Eu sei que esse convite você não recusaria. Então, vamos não-amor? 



Talvez não, Adriana.


Há situações que ocorrem em nossa vida e nos mostram muitas verdades. Sexta foi um dos dias  em que percebi tais verdades. Não necessariamente boas, mas sim, péssimas. Reparei o quão rude eu posso ser com pessoas que não merecem a maldade. Que apenas alguns atos podem magoar, entristecer, enfurecer... E tais atos não apenas ferem o outro, porém a ti também. Percebi que nesses anos fui tão estupidamente egoísta por pensar que se me desentendesse com alguém, esse alguém teria um orgulho menor que o meu e iria talvez me pedir desculpa, apenas por causa da minha amizade, para não perdê-la, mesmo sem ter culpa alguma. O quão mimada e orgulhosa, por assim dizer, eu fui. Mas com os anos - e ainda bem por isso - fui amadurecendo em alguns pensamentos. Fui vendo que ao longo do caminho perdi pessoas especiais que hoje fazem falta. E por quê? Por tamanha rudeza e ignorância. Mas ao menos cheguei a tempo de me desculpar com os outros e perceber que se eu não mudar, a cada dia terei menos pessoas comigo. Pessoas tão maravilhosamente incríveis e de bom coração que não merecem o meu lado ruim, não merecem conhecer esse lado inconsequente. E eu, não devo concedê-las menos do que a alegria. Notei que alegria só é alegria quando compartilhada com mais de uma pessoa. Que fazer alguém feliz, torna me completamente feliz. Fazer alguém rir, arranca me o maior sorriso. E que as pessoas não tem culpa se o meu dia não está sendo um dos melhores, mas apenas não tenho o direito de descontar nelas quando na verdade o que elas fazem é estar ali. Ali para apoiar no que for.
Eis que tentei mudar. Pensar não somente em minha alegria, mas na do próximo, pois essa sim me deixa muito feliz. É onde tenho paixão. Esse belo ato de lembrar de alguém e fazer de tudo para arrancar desse alguém um sorriso. E ontem, como aniversário do meu pai nada melhor pra pôr em prática. Fiz uma surpresa. Tudo muito singelo. Do jeito mais carinhoso que podia ser feito. 
Mas, é apenas isso. Enquanto aprofundo minha paixão, Adriana.


Ok, para iniciar, cada um interpreta um texto, um vídeo, ou afins da forma que lhe cabe ao coração. É algo tão pessoal, e o que pode ser certo para uns é errado para outros. Porém o que muda somente é o ponto de vista que cada um tem. Dizer "o mar é azul" para um professor de literatura terá uma amplitude de significados e sentimentos, quanto que para um físico apenas uma lógica explicação. 
E qual o porquê disso? Porque eis que ouvi uma música num filme, e achei tão linda, profunda e calorosa que fui logo ver a letra. Até aí tudo bem, mas eu só fui realmente ter uma conclusão de interpretação sobre a letra quando assisti ao vídeo.
O que acho lindo nas pessoas, é o fato de algumas saberem pegar o banal e comum e transformar em algo belo, ou simplesmente ver o mundo com uma forma mais profunda. Não apenas achando que o que está nele não tem valor. Até a menor coisa ou mais insignificante no mundo tem seu valor. Que antagonismo. Mas é basicamente isso. O que uns dão mais atenção simplesmente passa despercebido por outros. E nesse vídeo eu vi um pouco disso. É lindo essa essência que ele passa de que por todos lugares há um coração, como se por todos lugares houvesse amor. Mas uma pessoa (o idoso, no vídeo) passa por eles sem nem notá-los. Talvez porque ele está tão triste, sentindo uma dor grande ou simplesmente por não conseguir enxergar o mundo como deveras é. E por outro lado há essa criança que vai atrás desse idoso com uma feição de incredibilidade. É como se o coração dele estivesse já morto, porém o dela nunca poderia estar mais vivo. Ela sim consegue enxergar todos despercebimentos. 
E como num passe de mágica, todos os corações foram desfeitos. Parece que as pessoas foram crescendo e ficando mais velhas e deixaram de olhar ao seu redor com os olhos puros de uma criança. 
"They were kids that I once knew. Now they're all dead hearts to you"

E eu, não quero ter um coração morto, Dri.


E aí?!




Hoje foi um dia bem especial dos que passo com minha avó após eu fazer umas caminhadas na esteira dela. 
Logo quando meus minutos de esteira acabaram, eu fui para a cozinha a seu encontro para ficarmos conversando. E, devo dizer que estou grata a umas folhas de couve. Isso mesmo, couve. Minha avó logo se sentou para cortá-las e foi quando ela começou a falar dos antigos tempos dela, de quando ainda era jovem e morava numa fazenda com os pais e as irmãs. Contou das inúmeras plantações. Do quanto ela não gostava particularmente da parte em que eram plantados os grãos de arroz e os de feijão. Falava das vaquinhas que eram ordenhadas, do mel que era obtido pelas abelhas... E não podia ser mais perfeito. Eu adoro histórias antigas, do passado dessas pessoas idosas que carregam tanto em sua bagagem de vida. E como eu estava sentada em frente à porta, o vento entrava de um jeito tão calmo. E para completar, o rádio estava ligado numa estação de mpb. Tudo combinava perfeitamente. E justo numa determinada hora em particular começou a tocar a música 'Tempo de pipa' de Cícero. Eu não conheço mais que um par de músicas dele, então nem me atrevo a dizer algo sobre. Apenas, que foi o momento perfeito para tocar. O que a música tem de suave, tem de linda.
Eis o clipe :) Ah, e a foto... como eu a adoro. Aquela linda é minha avó com o(s) óculos super estiloso(s) que posteriormente meninos do restart imitaram qn.
Alegremente, Adriana.


Olá...


Ok, me faltou nome melhor para iniciar esse post, mas isso não é um grande problema.
Mas indo às origens: um certo dia, creio que mais precisamente o primeiro deste mês, eu me virei para o espelho do banheiro quando havia acabado de tomar banho e percebi que estava ficando com uma barriga nada desejável. E, convenhamos, já era de se esperar isso aparecer - as tão traumáticas e nada exageradas banhinhas - já que no mês de Junho e Julho eu praticamente passei os finais de semana em festinhas juninas. É meu fraco! Festa junina, e mais do que a festa em si, a comida. Eu amo comida de festa junina, aliás, quem não gosta? Todas tão deliciosas, caseiras, com um gostinho de quero mais que nem pensamos nos incontáveis pedaços de bolos ou doces que comemos. Mas uma hora temos que enfrentar o espelho. Esse dia chegou para mim. 
Esse foi o primeiro passo para eu me tocar que eu deveria mudar minha rotina de vida e alimentação. Eu nunca fui de me importar com estrias e celulites (juro) e eu tenho uma quantidade delas bem considerável. Acho que estou deixando essas preocupações supérfluas para o futuro. Aí sim eu pirarei. Mas, isso de começar a ficar gordinha me fez pensar no quão eu estou sedentária. Antigamente eu botava a desculpa no fato de não ter um tênis digno para fazer caminhadas ou academia, daqueles com molas/amortecedores. Mas visto que minha reclamação era incessante, eu comprei um tênis. Só faltava eu me inscrever em uma academia brevemente. E qual foi a próxima desculpa? Falta de grana. Eis que o mês que decidi finalmente entrar em uma academia, era o mês que eu estava com algumas dívidas. Conclusão: nada de se exercitar e barriguinha crescendo.
Então, para solucionar esse problema, ou para pelo menos parecer que estou fazendo algo, quando na verdade parece não adiantar tanto, eu comecei a ir à casa da minha avó - que é acima da minha - para andar ou correr em sua esteira, já que ela tem e é inutilizável. Em troca, eu fico fazendo companhia a ela, já que ela se sente muito só. Eu vou lá e por uns míseros minutos não me sinto tão sedentária. O resultado não é grandioso, mas por alguns minutos me sinto muito contente e me sinto a um passo de uma vida mais saudável.
O desafio é enfrentar a preguiça rs, mas essa está quase sendo nocauteada, pela minha gigante saúde. 
Esse é o projeto, agora o verão... Bom, é a próxima estação né. Mas sem muitos significados aparentes rs, não o curto muito.
E a foto, combina mais com o verão do que com o projeto. Mas gostei bastante dela :)

Saudavelmente (quase), Adriana.





Foi voltando do colégio que a encontrei. Avenida movimentada. Carros. Motos cortando a passagem dos carros. Duas gatas sem saber que caminho seguir, na calçada de estacionamento. Abandonadas.
Reparei o abandono pelo copo de água e um resto de ração colocados no chão.
Foi um dia estressante no colégio, mas aquela cena me golpeou forte. Como alguém abandona animais numa rua tão movimentada? Peraí, pergunta errada. Como alguém abandona animais?  
Eram duas gatas.
Uma estava suja de graxa, branquinha, adulta. Ela era a mais perdida. Tão perdida que sumiu em 3 minutos. 
A outra era apenas um filhote. Puts, era uma criaturazinha muito inocente naquela bagunça toda... Estava em cima do pneu do carro que estava estacionado na calçada. Nossa! Tão inocente que não tinha ideia de que aquele pneu era perigoso. Não tinha como deixá-la ali. Joguei minha mochila de um lado, puxei a gatinha pro meu braço - que de uma forma ou de outra, ela se acomodou muito bem ali, sem estranhar - e partimos rumo à minha humilde casa. 
Claro que o pessoal de casa não se encantou com a ideia de primeira, mas logo admitiram que não havia uma escolha, ela era nossa. A Luna é nossa. Ela é fofa demais. Mas sempre surge um problema. Luna se deu tão bem com os sofás quanto as caixinhas de areia.Acho que, bem mais com os sofás que as caixinhas de areia. Tão bem, que já não se tem mais forro para forrar-los. E cuidar dela é quase como cuidar de um bebê, é preciso vigiá-la 24h por dia para ver se não comete nenhuma besteira. Esqueci até de alguns trabalhos por causa da Dona Luna. Mas é só uma fase, logo logo ela estará esperta o bastante para não cometer mais erros. E não atrapalhar minha vida estudilística mais do que já está. Meu medo maior é do abandono mesmo. Ela faz tanta bagunça que aqui em casa sempre tem essa conversa: " Paula, vamos falar sobre a Luna." 
Por isso que, diante do abandono que fizemos aqui no blog, decidi - sem autorização das outras duas donas, hehe - que haverá um cantinho da Luna here. (:Espero que gostem! 
xx- Paula F.


Oi. Bem?
Eu me senti bem relutante em contar algo um tanto pessoal pra mim, mas ao mesmo tempo queria contar histórias ou estórias, com alguma veracidade e que aconteceram ou acontecem comigo. Mas essa eu já contei pra Lin (Paula F.) e ela riu. Talvez seja um ótimo sinal. Saberemos.
Um tempo atrás, eu fui à igreja com minha mãe. O querer surgiu do nada, já que minha faculdade está em greve e não tinha nada para fazer. Isso foi numa Quinta. Então, quando cheguei do curso perguntei a ela se ela iria na missa aquele dia, ela logo respondeu que sim, portanto eu disse que iria tomar um banho e pedi que me esperasse para que eu pudesse ir com ela. Quando deu a hora de ir, eu fui ao encontro de um pote que ficam guardadas as balas. Peguei 3. Uma pra comer no caminho, e duas pro final da missa, mas eu no meu mais profundo consciente imaginava que uma delas seria para uma tal pessoa. É claro que pensei isso de brincadeira e logo ri de tal ideia. Fui à missa. Mas, a tal pessoa não se comparecia lá. E mais uma vez ri da ideia de oferecer uma bala com intuito de puxar assunto e algum papo. 
Quase pra acabar, eu vi pela fresta da janela que tinha passado alguém na direção do banheiro, mas não dava para reconhecer, mas eu pensei: bem que podia ser ele né?! Passou mais alguns minutos e quando eu olhei pra trás, lá estava. Sim, era ele. E eu realmente não sabia como proceder. Tentei ficar o mais normal possível, sem expectativas e comecei a pensar coisas um tanto negativas. Afinal, eu nem tinha ido lá por ele (confesso que não tinha ido mesmo). E nessa hora as balas nem passaram pela minha cabeça. Acabou a missa e eu fui em direção à porta. Onde ele estava parado. E juro que não havia dado passos tão lentos quanto aqueles na minha vida. E quando cheguei na porta, eu apenas sorri. Faltaram palavras, faltaram ações e faltaram balas. Eis que ele que falou comigo. E foi tudo tão surpreso. Sem planos.
Pois bem, ontem eu fui à igreja novamente e essa história me veio à cabeça porque eu havia levado balas, mas essas para mim. E eu me peguei rindo das minhas próprias piadas.
Mas fica a dica, se assim como eu, és tão tímida a ponto de perder as palavras mas querer puxar conversa com alguém, leve balas para algum lugar e as ofereça de todo o coração. Mas logo após isso, não se acanhe, fale mesmo. Pode gerar alguns contos.