Nessa luta de procurar a pessoa que eu sou, a forma que molda meu ser, eu acabo perdendo um pouco do que está à minha frente. Eu me cego para uma realidade que não existe e não vivo o presente que eu tenho no agora.
Nunca me achei a pessoa mais por dentro da minha idade. Nunca senti que me encaixo na realidade que vivo. E que não me moldo ao tipo de amizade que as pessoas que eu conheço tem. E com isso eu perco tudo à minha volta. Deixe-me dar um exemplo.
Um caso fictício que tem um quê muito real: menina conhece menino. Ela é muito legal com ele pois partiu da premissa que faria mais um amigo do sexo masculino (o tipo de amizade que ela adora). Ele é muito legal com ela, pois vê nela, talvez, um futuro romance engatado. Ela conversa e desconversa. Ele é curioso e quer logo saber tudo da vida dela. Ela, um tanto fechada. Ele tão, mas tão sensível. Ela cada vez mais acuada com a situação. Ele já declarando sentimentos. Ela não. Ele sim. Ela longe. Ele perto. Ela sonha alto. Ele permanece baixo. Ela cai em si que são água e óleo e já quer afastá-lo de sua vida. 
E ao mesmo tempo ela eu penso: não estaria eu fugindo mais uma vez? Será que se ela fosse quem dissesse o sim, não poderia ter uma surpresa? Porque às vezes ter o que sempre sonhou parece tão improvável e impossível, e você fica ligada nisso, que perde tudo o que está à sua frente. E por não arriscar o novo, pode se arrepender. Então, o que fazer?



Eu posso parecer um tanto idiota ou criança ao dizer que esse combo música + clipe me causa um grande alvoroço. Olhando para o lado mais profundo - ou para uma interpretação paralela do meu cérebro - é impossível não perceber a maldade envolvida em toda a história. Causa uma revolta em ver que a maldade (qualquer tipo dela: da mais remota a uma mais grave) é alimentada por alguns. Ver que há pessoas que semeiam esse sentimento do jeito mais perverso dentro de si. E eu tento entender o porquê. Qual a graça em ver o outro mal? Parece que há um prazer gigantesco por trás destas pessoas. E por que não sentir prazer com coisas belas e boas? Ok, por mais alienada ou pseudo-moralista ou criança ou sonhadora eu pareça ser, ainda não acho que deva haver motivo que explique isso. E desde que o mundo é mundo, existe isso. Crianças já aprendem em histórias de contos de fada ou HQs que há o bem e o mal. E mesmo que torçamos para o bem, o mal faz um grande estrago antes. Então como mudar isso tudo? Há uma maneira das pessoas terem um pouco mais de amor em si para mudar o mundo positivamente? Porque não só em estória, mas também na História do mundo, há muita raiva, rancor e ódio que impulsionaram os outros a fazerem guerra por exemplo.
Então, qualquer forma de amor, da mais pequena que houver dentro de nós, acho melhor começarmos a cultivar. Já é algo.
Agora deixa eu parar de escrever esse texto que sinto que está se tornando uma grande merda. O que eu faço? Eu poderia me matar por isso. NÃO, vou chegar em mim e dizer: na próxima você melhora *abraço*. Tá vendo? AMOR. #loucurafeeling.

Agora, olha o amor da Hayley:


Adrianamor <3 
Brega eu sei.



 Num momento qualquer, num dia que parecia ser apenas mais um, surgia algo tão envolvente. Não que fosse de algum positivismo. Mais um minuto depois e estava imersa numa tristeza que não se pode medir. Mas de todas as anteriores parecia a maior e a pior. Daquelas que só de ver alguém feliz por perto, já lhe vem uma certa raiva, e um quê também de egoísmo. E mais, culpa, por saber que o mundo não gira em torno do eu, mas fingir que sim, e achar que os demais deviam compadecer de sua dor. Aliás, nessa hora você acha muitos erros e culpas, e em suma, você os concede aos outros. Quando na verdade são todos apenas de sua autoria. 
 Vem tudo como um golpe. Que só faz derrubar sem te dar a chance de trégua. Mas ao mesmo tempo parece tão convidativo, que você nem se esforça para evitar. Apenas se entrega. E permanecem isolados, você e a Tristeza. 
 Mas por já ser um certo 'expert' nesse assunto, a única coisa que vem à cabeça é que de algum jeito ou de outro, tudo isso vai passar. Talvez num quarto escuro, na calada, após o último sussurro de choro. E de última lágrima. Como se esta última fosse a gota que faltava para esvaziar um coração cheio de sentimentos bons e ruins, que só se somam. É a última gota que diz: "Seque os olhos e ande. Siga em frente. É normal ter dias ruins. Mas não tente se entregar nos próximos."
 E quando a Alegria invade, você se sente a pessoa mais realizada do mundo. Mais grata por ter vivido em dias difíceis para ser abençoada com alguns minutos com risada. E pensa que talvez um dia ruim nem seja tão ruim assim. Que você passaria por tantos outros para viver um com alegria. Pois como eu disse, eles são convidativos e eu não gosto de recusar convites. 


Adriana.



- Mas, sério, está tudo bem?
- Sim, apenas algumas frustrações.
(Com tudo e com nada. De levar uma vida pacata e quando tenta mudar uma vírgula de nada adianta. De querer falar e nunca achar alguém se convidando a ouvir. De estar entre tanta gente e parecer que está sozinha entre a multidão. De ter tantos futuros amores fracassados. De ter pressa para que tudo aconteça na hora que quer e perceber que o tempo é um brincalhão, e que ele pode ser bem demorado quando deseja. De estar tão longe de  certas pessoas enquanto só tem por perto quem não quer. De perceber que você é tão pequena para um mundo tão grande. De ter a mente grande e atitudes pequenas. De calar quando quer gritar, mas se sentir travada...)
- Se eu te conheço bem, diria que está passando muita coisa em sua cabeça.
- Que nada.
(Você nem imagina o quanto. Pelo menos acho que você me conhece um pouco...)



Faltam exatamente seis dias para o grande marco. E como marco quero dizer o meu aniversário de 18 anos. Não que marque a vida de alguém, mas sim a minha, obviamente.
Não sei se olho isso pelo lado positivo ou pelo negativo. O positivo seria, talvez, que agora posso fazer as coisas com uma certa independência -questionável e limitada- mas uma independência que não tive em dezessete anos. Mesmo sabendo que a liberdade a que tanto almejo não virá tão cedo.
Todavia, o lado negativo e talvez o mais convidativo é que eu fico imaginando no passado, tempo de tantas promessas feitas e vejo que no exato presente nenhuma foi deveras realizada. Ok, nenhuma não, mas as mais significativas não ocorreram. O que me deixa descrente quanto ao próximo sábado.
Descrente por saber que como pessoa que sou, farei uma grande lista de coisas, que acredito eu serem possíveis de ser realizadas, mas darei de cara com a decepção. 
Todavia, prometi a mim mesma ser mais positiva e otimista quanto a vida que levo, portanto, como bem sei, farei os meu pré-desejos. Porém, algo possível para não ser destinado ao fracasso.
Que acendam-se a velas! 
Eu quero parar de me preocupar tanto com a opinião alheia. Não há coisa que me deixa mais irritada! Não o fato da pessoa dar alguma opinião equivocada e idiota, mas o fato de eu ligar. O fato de que isso me priva cada vez mais de me abrir e ser quem sou por causa dos outros. E pior, às vezes pensar o que o outro pode pensar antes mesmo de ele pensar, e isso me faz calar.
Ler mais. 
Parar de reclamar tanto.
Parar de tentar agradar a alguém quando isso desagrada a mim.
Fazer mais amigos em viagens para torná-las inesquecíveis. E lembrar de levar sempre a Duds junto para serem ainda melhor.
Preciso confiar mais em mim. Talvez esse seja o maior desafio daqui pra frente afinal.
Ver mais filmes.
Ser mais saudável.
Ir a um show.
Tirar mais fotos. Registrar mais momentos.
E... ser menos tímida. Tudo que foi evitado em 17 anos ser feito para não chamar atenção, fazer. Não para ser uma tola que ama holofotes, mas para me ajudar a destruir a cada dia a coisa que me aprisiona ao chão. Acabar com o que esteve presente comigo, crescendo e envelhecendo junto.
Então, meu décimo oitavo ano de vida, espero que você venha manso, calmo, sereno. Não tão agitado para não me estremecer. Às vezes pode até ter um toque de surpresa para me alertar sobre algo. Mas só não seja tão desapontador ao nível de eu achar que não merecia nem existir para viver tamanha dor. Que eu não lamente tanto como ultimamente. E que acima de tudo, seja um ano de belas gargalhadas, daquelas com choros e dores na barriga. As mais deliciosas possíveis. Para que no fim, tenha um gosto de quero mais e de valeu a pena.

Que apaguem-se as velas!
Adriana.