Há situações que ocorrem em nossa vida e nos mostram muitas verdades. Sexta foi um dos dias  em que percebi tais verdades. Não necessariamente boas, mas sim, péssimas. Reparei o quão rude eu posso ser com pessoas que não merecem a maldade. Que apenas alguns atos podem magoar, entristecer, enfurecer... E tais atos não apenas ferem o outro, porém a ti também. Percebi que nesses anos fui tão estupidamente egoísta por pensar que se me desentendesse com alguém, esse alguém teria um orgulho menor que o meu e iria talvez me pedir desculpa, apenas por causa da minha amizade, para não perdê-la, mesmo sem ter culpa alguma. O quão mimada e orgulhosa, por assim dizer, eu fui. Mas com os anos - e ainda bem por isso - fui amadurecendo em alguns pensamentos. Fui vendo que ao longo do caminho perdi pessoas especiais que hoje fazem falta. E por quê? Por tamanha rudeza e ignorância. Mas ao menos cheguei a tempo de me desculpar com os outros e perceber que se eu não mudar, a cada dia terei menos pessoas comigo. Pessoas tão maravilhosamente incríveis e de bom coração que não merecem o meu lado ruim, não merecem conhecer esse lado inconsequente. E eu, não devo concedê-las menos do que a alegria. Notei que alegria só é alegria quando compartilhada com mais de uma pessoa. Que fazer alguém feliz, torna me completamente feliz. Fazer alguém rir, arranca me o maior sorriso. E que as pessoas não tem culpa se o meu dia não está sendo um dos melhores, mas apenas não tenho o direito de descontar nelas quando na verdade o que elas fazem é estar ali. Ali para apoiar no que for.
Eis que tentei mudar. Pensar não somente em minha alegria, mas na do próximo, pois essa sim me deixa muito feliz. É onde tenho paixão. Esse belo ato de lembrar de alguém e fazer de tudo para arrancar desse alguém um sorriso. E ontem, como aniversário do meu pai nada melhor pra pôr em prática. Fiz uma surpresa. Tudo muito singelo. Do jeito mais carinhoso que podia ser feito. 
Mas, é apenas isso. Enquanto aprofundo minha paixão, Adriana.


Ok, ainda não tive ideia de um nome melhor para abrir esta categoria e nem cheguei a perguntar a alguém. Tava afim de fazer uma surpresa às meninas (do blog).
É, sou impulsiva.
Enfim, One Moment, Four Pictures foi uma ideia que veio na minha cabeça quando deparei que tinha perdido     aula. Eu já estava toda pronta. Para nada. Argh.
Então, diante de todo aquele remorso, botei pra tocar Cícero no celular e me joguei no sofá. Daqui a pouco lá vem Luna, ronronando pela sala. Poisé, a coisa mais linda do mundo curte Cícero tanto quanto eu. Quando as faixas pularam para Apanhador Só, Luna decidiu deitar em mim e lá ficou. 
Achei a cena tão linda que tirei trocentas fotos. Daí que veio tudo.

A proposta que eu dou às blogueiras do Coletando Anil é congelarem um momento do seu dia. Por mais banal que seja, apenas quatro fotos daquele momento e comentar sobre ele em poucas palavras. 

Então, este é/foi meu momento:



E esta é Luna salvando meu dia. Ela tava tão confortável na minha perna ao som de Apanhador Só que a vontade de dormir bateu até em mim. A luz do sol batendo na janela, o ronronado apaixonante, os instrumentos de sucata... 
Um momento que durou tão pouco que decidi congelá-lo, para quando ver as fotografias voltar toda nostalgia. 

Para acabar, o melhor acústico que já escutei :D (recomendo muitíssimo, no site eles permitem baixar o cd).




A que queria ter uma bicicleta e pedalar até a tua rua, Paula F.